Site da FEAGRI   |   Patrocínio   |   Contato   
Consumidor
Dicas de como
melhor comprar e
conservar o tomate
Galpões
de Beneficiamento e Classificação
Projetos
em Andamento

Introdução
Colheita Manual

A colheita de tomate de mesa no Brasil é predominante manual. Os frutos são retirados da planta, colocados em uma cesta de bambu e posteriormente transferidos para caixas plásticas e transportados para um galpão aonde serão classificados e beneficiados com o uso de maquinário ou não. Avaliando-se a etapa de colheita, observou-se que os danos físicos iniciam-se no campo de produção. Frutos apresentam danos provenientes da abrasão de um fruto contra o outro, das estacas de bambu ou provenientes do sistema de amarrio. O tomate para consumo in natura no Brasil é predominantemente do tipo indeterminado, ou seja, possui colheitas múltiplas, iniciadas na base da planta, estendendo durante o ciclo até o ponteiro. A velocidade do colhedor, assim como a incidência de danos físicos, tanto provenientes do campo, como da colheita variam durante o ciclo. Produtores buscam por alternativas para facilitar o processo de colheita. Alguns colhedores ao invés de utilizarem a tradicional cesta de bambu, optaram pela sacola de lona plástica, usada principalmente para colheita de laranja. Estudos demonstraram que a incidência de danos físicos, e conseqüentes perdas são maiores utilizando-se a sacola da lona plástica, pois esta não apresenta sustentação acarretando uma maior pressão sobre os frutos. A embalagem utilizada para o acondicionamento do produto, pode muitas vezes proporcionar danos físicos e não proteger o produto. A classificação manual em campo, colocando o produto nas tradicionais caixas K, ainda é muito comum em diversas regiões. O aumento progressivo em danos físicos e conseqüente perdas podem estar relacionados não somente a utilização dessas caixas, mas também ao manuseio e transporte. O transporte quando realizado de maneira inadequada, mesmo sendo em caixas com uma melhor "proteção" ao fruto, pode proporcionar um aumento significativo na porcentagem de danos físicos e novamente altas perdas. Tomates são sensíveis a danos físicos, variando de acordo com o estádio de maturação. Frutos mais maduros são mais suscetíveis a danos, do que frutos mais verdes. Estima-se que o Brasil perca anualmente cerca de 30% de toda a produção de tomate para mesa. Baseado nos fatos apresentados, algumas alterações no sistema pós-colheita proporcionariam uma diminuição significativa nas perdas, com retornos ao produtor e também como ao consumidor.

 

Equipamentos de Auxílio à Colheita

Algumas culturas adaptam-se bem a realização da classificação e embalagem em campo, o que está relacionado muitas vezes a uma maior vida útil do produto. A utilização de equipamentos de auxílio à colheita para tomate de mesa no Brasil é um desafio, pois ainda se cultiva tomate do tipo indeterminado, com colheitas múltiplas, requerendo a entrada em campo por diversas vezes para a realização da colheita. Outros países possuem alguns equipamentos de auxílio à colheita para tomate de mesa, mas que somente realizam uma parte do processo. O projeto UNIMAC – Unidade Móvel de Auxílio à Colheita tem como objetivo o desenvolvimento de um equipamento que realize as etapas da colheita, beneficiamento e embalagem em campo. Constam aqui artigos e textos relacionados a primeira fase do projeto para o desenvolvimento deste equipamento.

Saiba mais...

Duas culturas destacam-se no uso de equipamentos de auxílio à colheita, morango e alface.

O morango é um fruto sensível ao manuseio e altas temperaturas. Manuseio intensivo e exposição a temperaturas altas reduzem em muito a vida útil, desde produto. Tanto no Brasil, como em outros países, como, por exemplo, os Estados Unidos, a classificação e embalagem ocorre em campo. Neste caso grande responsabilidade quanto à eficiência do processo é colocada no colhedor. Estudos realizados nos Estados Unidos demonstraram que colhedores mais cuidadosos podem reduzir em até 20% em danos físicos os frutos colhidos, quando comparados a colhedores menos cuidadosos. Um importante e simples equipamento de auxílio a este processo pode ser um simples carrinho com três rodas, conforme demonstra a FIGURA 1. Este equipamento de baixo custo proporciona menor manuseio ao produto e uma melhor condição de trabalho ao colhedor. A alface colhida no Brasil é lavada, classificada e embalada em campo e transportada para o varejo e atacado. No Brasil, por diversas razões, equipamentos de auxílio à colheita para a alface não são utilizados, como por exemplo, em outros países. Nesses países, o processo de colheita, classificação e embalagem da alface FIGURA 2 é realizado em campo, porém com maior rapidez, proporcionando melhores condições para conservação do produto e de trabalho para o colhedor.

Prof. Dr. Marcos David Ferreira, e-mail: marcos.ferreira@agr.unicamp.br
FEAGRI/UNICAMP

 

Artigos

Veja os artigos sobre Colheita Manual
Veja os artigos sobre Equipamentos de Auxílio à Colheita


 
    [  Voltar  ]   [  Imprimir  ]   [  Home  ]  
© 2003 - 2004 - Feagri / Unicamp - Todos os direitos reservados - All rights reserved
Melhor visualizado em navegadores Internet Explorer 5 ou compatíveis superiores e com resolução de monitor de 800 x 600 pixels ou superior